A Fazenda São Matheus
A Capela São Matheus
Surgimento do Povoado
Engenheiro Neiva
A Dependência
A Cidade de Nilo
A Emancipação
Resumo (1500-1700)
Resumo (1701-1900)
Resumo (1901-2008)
História da Estação
Bibliografia

 

Imagem

A cidade de Nilópolis, situada na Baixada Fluminense – Rio de Janeiro, tem uma história muito diversificada e rica em detalhes. Por tal motivo dividimos esta sessão do website em tópicos, para maior conforto e organização em sua leitura. Cada tópico abordará uma época diferente da história de Nilópolis até os dias atuais. Navegue no menu a direita e faça uma viagem pela história da cidade.

Voltar ao Início

A Fazenda São Matheus

Imagem

Nilópolis foi parte integrante da capitania hereditaria de São Vicente, que pertenceu a Martin Afonso de Souza, em 1531. Dividiu-se em sesmarias, doando grande parte a Braz Cubas, fundador de Santos, em São Paulo, constando 3.000 braças por costa do lombo do Salgado e 9.000 braças para dentro no Rio Meriti, correndo pela piaçaba de Jacutinga, habitada pelos índios jacutingas, em 1568. Nesta sesmaria incluía-se Nilópolis, São João de Meriti, Nova Iguaçu e Caxias, até as fraldas do Gericinó que depois foram se transformando em novas sesmarias e grandes fazendas.

Em 1621 está área denominada Fazenda de São Mateus, veio a pertencer a João Álvares Pereira, com os limites até a cachoeira dos engenhos de Francisco Dutra e André São Mateus, entre a cachoeira (Rio Pioim) até a parte da Serra de Maxambomba (atual Nova Iguaçu).

Em 1637 João Álvares Pereira manda construir a Capela de São Matheus, no alto da colina de Nilópolis, de barro batido (adobo) pelos índios e escravos alí existentes. Sucedeu a João Álvares Pereira, Diogo Pereira, certamente seu parente, até o ano de 1700, quando as terras passaram a pertencer a Domingos Machado Homem, cujo filho, o Padre Matheus Machado Homem, fica sendo o Pároco da Capela de São Matheus. Em 1747, a capela de São Matheus é elevada a matriz de São João de Meriti, dando origem a cidade, e recebe a visita do Monsenhor Pizarro em 1788, atestando o uso como curada, portanto, pronta para os atos da fé cristã. Falecendo Domingos Machado Homem, sucede-lhe o padre Matheus Machado Homem, que continuou a administrá-la com engenho e grande produção de açucar e aguardente, que escoava pelo porto da Pavuna. Quando do falecimento do padre Matheus, do seu testamento constou que a fazenda tinha 1.280 braças de terra, que fazem testada no rio Pavuna, que as dividia das terras de Oliveira Braga (Engenho de Nazareth), correndo aos fundos com o rio chamado Cachoeira Pequena (Maxambomba) que divide as terras do capitão Manuel Correa Vasques; de uma banda partem as terras com o engenho da Pavuna, do capitão Ignácio Rodrigues da Silva e da outra com as terras do Capitão Manuel Cabral de Mello e do ajudante Ignácio Barcelos Machado.

E no ano de 1779 seu proprietário é o alferes Ambrósio de Souza Coutinho, e a fazenda atinge seu esplendor com a produção de 30 caixas de açucar e 14 pipas de aguardente, tendo uma população de 50 escravos, sendo a mais importante da região.

O engenho situava-se na atual Rua Antônio José Bittencourt (anteriormente Rua Coronel Julio de Abreu) esquina da Rua Lúcio Tavares, e que através de um caminho, dava acesso a capela São Matheus, onde residiam os sucessivos proprietários da então Fazenda São Matheus.

Com a inauguração a 29 de março de 1858 da linha de trem da E.F.D. Pedro II, cortando a fazenda com destino a Queimados, a população nativa foi abandonando as terras, não só devido ao movimento abolicionista como também por novas opções de mão de obra devido ao progresso e outras novas atividades. E as terras da Fazenda São Matheus, a partir de 1866 tinha como proprietários os capitalistas do Rio de Janeiro, o conde e o Barão de Bonfim, e por fim, Jerônimo José de Mesquita, que negociou com o criador de cavalos e mulas João Alves Mirandela. Este tinha como sócio Lázaro de Almeida, conforme escritura lavrada no dia 22 de setembro de 1900 no valor de 25 contos de réis.

Da escrita consta que além das terras negociadas haviam dois imóveis, a Capela e a sede da fazenda. João Alves Mirandela e seu irmão Manuel Alves Mirandela, grandes criadores de animais para o Exército, cercaram uma área, junto a cerca da fazenda do Gericinó, até que seu enteado Vitor Ribeiro de Faria Braga, convenceu-os a desmatar a fazenda para um possível loteamento.

Voltar ao Início

A Capela de São Matheus

Imagem
Altar da Capela São Matheus

Foi fundada em 1637, e construída por escravos e índios. Está localizada na Rua Antônio Cardoso Leal, 241, no Centro.

O prédio histórico foi tombado em 2000 na gestão do prefeito José Carlos Cunha. A Capela já serviu de instalação para uma Clínica na década de 30 e na década de 60 a capela foi utilizada como um núcleo da Legião da Boa Vontade. O templo foi construído a mando do então proprietário da região João Álvares Pereira, em 1637, com barro batido, óleo de baleia e mariscos, essa mistura era chamada de adobe, as telhas usadas na construção eram moldadas nas coxas dos escravos.

Em 1747 a Capela foi transformada em matriz de São João de Meriti. Passou por quatro restaurações em 1747, 1914, 1936 e 1989. Antes da última obra, o prédio se encontrava em ruínas e invadido por 48 pessoas. A Capela em estilo barroco, tem dois salões separados por um arco, isso porque na época da escravatura, os senhores das fazendas ficavam perto do altar e os escravos atrás do arco de barro.

Imagem
Detalhe da parede original datada de 1637

Ao longo do tempo, peças originais, como telhas, a imagem de São Matheus, a pia batismal, o sino, duas cruzes de ferro e o altar-mor, sumiram ou foram destruídas por cupins. Ao redor da igreja existia um cemitério de escravos. Os ossos de 55 negros – a maioria vítima de uma epidemia de cólera em 1855 – encontram-se no Mausoléu do Escravo, inaugurado em 13 de maio de 1988, na gestão do prefeito Jorge David, junto à capela. A área em que a capela esta construída tem cerca de 2.500 metros quadrados, sendo que, destes, 112 metros fazem parte do prédio da igreja.

Voltar ao Início

Surgimento do Povoado

Imagem
Cel. Júlio de Abreu construiu a primeira casa da cidade

Poucos anos após a compra, a fazenda foi dividida, e no ano de 1914, teve início a venda dos lotes. Para isso João Alves Mirandela, chamou o então engenheiro da Central do Brasil, Theodomiro Gonçalves Ferreira, para executar a planta da futura cidade que iria surgir das matas da fazenda.

Nessa época a I Guerra Mundial chegava ao fim, e deixava como saldo inúmeras dificuldades, inclusive financeiras. Com a facilidade da venda dos lotes, importantes homens de negócios não pensaram duas vezes em adquiri-los, e aqui foram construindo e se fixando. E, já no final de 1913 os jornais anunciavam lotes medindo 12,50m. por 50,00m., em suaves prestações. Um destes anúncios chamou a atenção do Coronel Júlio de Abreu que veio pessoalmente conhecer a cidade que estava surgindo, e logo enamorou-se, comprando vários lotes e trazendo após, vários importantes amigos, objetivando erguer uma cidade promissora, ele mesmo construiu a primeira casa de pedra e cal, dando o nome de Vila Ema, em homenagem à sua esposa,inaugurando-a festivamente, com as presenças de comerciantes, banqueiros, políticos, homens públicos, ligados ao Rio de Janeiro, no dia 06 de setembro de 1914, marco de fundação da cidade de Nilópolis.

A classe menos favorecida também teve a sorte de adquirir os lotes menores e, portanto, mais baratos. Não demorou muito para que a fazenda se transformasse num povoado ainda denominado de São Matheus e integrado a São João de Meriti, que era na época o 4º distrito de Nova Iguaçu. Construções foram se erguendo rapidamente, e logo, dos sítios, pomares e quintais das casas podiam se avistar as extensas plantações de laranjas, cuja venda foi uma das primeiras fontes de renda dos moradores do local. Há quem diga que as classes menos privilegiadas quitaram as prestações de seus terrenos com o lucro do produto vendido.

Não demorou muito para que os homens mais importantes, proprietários dos lotes mais extensos, pensassem no progresso. E as coisas começaram a mudar. A primeira iniciativa foi fundar uma escola. Num moderno prédio recém construído (o primeiro prédio ) um professor chamado Franklin de Carvalho instalou a primeira escola particular do povoado e deu-lhe o nome de Externato Nilo Peçanha, que foi inaugurada no dia 13 de Junho de 1914, com 19 alunos.

O povo já tinha trabalho e estudo. Faltava divertimento. Pois bem, um dos moradores, chamado Inácio Vicente Serra, teve a idéia de realizar a primeira festa em louvor a São Matheus, na capela que levava seu nome.

Voltar ao Início

A Dependência

Imagem
Vista aérea do então distrito de Nova Iguaçu em foto feita pelo Zepellin

Cansado de fazer o papel de tutor das terras de Engenheiro Neiva, o município de São João de Meriti entrega as terras para Nova Iguaçu, através do pedido do Deputado Manoel Reis, assim o povoado, através da Lei nº 1.332, datada de 9 novembro de 1916, passa a ser o 7º Distrito de Iguaçu.

A população aumentava e com esse aumento também começaram a surgir as primeiras lojas. A primeira loja foi uma padaria que foi instalada na Rua João Pessoa, atual Av. Getúlio de Moura, era chamada Padaria São Matheus. Aos poucos as coisas iam se completando.

Pensou-se então em meios de transportes, já que até então só se podia contar com o trem, burros e charretes. Uma companhia de Nova Iguaçu, a pedido dos homens importantes do lugarejo, instalou então bondes puxados a burros, que circularam por vários anos, na atual Avenida Mirandela. Que depois foram subtituidos por ônibus.

Voltar ao Início

A cidade de Nilo

Imagem
Nilópolis em 1916

Em 1916, formou-se uma agremiação chamada “Bloco Progresso de Nilópolis”. Dai em diante tudo foi caminhando a todo vapor. Os grandes homens do “Bloco”, encabeçados pelo Coronel Júlio de Abreu, com a ajuda dos amigos políticos importantes do Rio de Janeiro e São Paulo, e tendo como presidente de honra Nilo Peçanha, trouxeram o serviço de abastecimento de água potável, igrejas, comércio, imprensa, pontes, ligando o lugarejo as terras de Anchieta; a primeira escola municipal e estadual e até um recenseamento que registrou nas terras o número de habitantes (5.183) e residências (1.352).

Em 1921, já quase não se encontrava qualquer vestígio da velha Fazenda São Matheus, e o lugarejo Engenheiro Neiva já tomava formas de cidade. Então, através de um memorial do povo ao, então, Ministro da Viação, Pires do Rio, a partir de 01 de Janeiro de 1921, numa festividade inesquecível é mudado o nome para Nilópolis; uma homenagem do povo ao Presidente Nilo Peçanha, que muitos benefícios trouxe para as terras e que governou o Brasil de 1909 à 1910. Por trás disso existe uma coincidência histórica: criador do Serviço Nacional de Proteção ao Índio, órgão que originou a Funai, Nilo Peçanha beneficiou uma cidade inicialmente habitada por índios Jacutingas.

Um mês após o 7º Distrito de Nova Iguaçu receber o novo nome o fundador da cidade João Alves Mirandela, então com mais de 80 anos falece, após ver o seu sonho realizado. Da década de 20 até o final da década de 40, o progresso avança. Cria-se uma banda de música para alegrar as festividades. Sob a batuta do maestro Djalma do Carmo, a banda Lira Fluminense vai marcando com sucesso cada grande realização.

E as coisas continuam surgindo: uma linha de ônibus, ligando Nilópolis à São Matheus (em São João de Meriti), em 31 de Março de 1932 surge o primeiro Colégio Particular, Cemitério de Olinda, Estação de Trem de Olinda, Agência dos Correios, dentre outras. Em 1936 instala-se a primeira agência bancária, o Banco Lavoura. De autoria do escritor e jornalista Ernesto Cardoso, o primeiro livro é editado na nova cidade, contanto a história da vida de Nilópolis desde o seu início até o ano de sua publicação (1938). No início da década de 40, funda-se o Sindicato do Comércio Varejista de Nilópolis e o Esporte Clube Nova Cidade.

Voltar ao Início

A Emancipação

Imagem
Ônibus que em 1954 fazia a ligação entre Nilópolis e a Praça Mauá

Em 21 de Agosto de 1947, Nilópolis finalmente corta as amarras que o prendem a Nova Iguaçu, e pela Lei estadual nº 67, art. 7º do Ato das Disposições Transitórias, promulgada a 20 de junho de 1947, através da emenda proposta pelo Deputado Lucas de Andrade Figueira, ganha finalmente a sua emancipação politico administrativa.

Porém, cometeu-se nessa emancipação uma flagrante injustiça, pois sendo área de 22 quilômetros quadrados, que era a mesma da Fazenda de São Matheus, ficou reduzida a apenas 9 quilômetros quadrados, perdendo 5,60 quilômetros para Nova Iguaçu. A área de Gericinó deveu-se ao fato da não retirada da cerca construída por João Alves Mirandela que permitiu aos seus detentores derrubar a cerca interna ficando com a externa para efeito de divisa, enquanto os herdeiros do Espólio buscam na justiça a reintegração da área de 5,60 quilômetros quadrados.

Do lado de São João de Meriti, deveu-se ao fato de limitar-se a cidade pelas torres de sustentação da rede elétrica (onde esta atualmente a Via Light), quando deveria ser pela linha férrea, abrangendo Éden, Tomazinho, São Mateus e adjacências, todos do lado esquerdo, à margem da linha, e não pelas torres. E, finalmente, 1,80 quilômetros quadrados do lado de Nova Iguaçu, quando a divisa seria no Rio Cachoeira e não no Rio Sarapuí, fazendo com que se perdesse a Chatuba, que é, e deve ser de Nilópolis.

Já com a sua identidade própria, Nilópolis vê surgindo o que ainda lhe falta para deixá-la com cara de cidade, e surge a comarca, a prefeitura; forma-se a primeira Câmara de Vereadores e instala-se a Delegacia.

Imagem
Igreja de São Sebastião em Olinda

Constrói-se a Igreja de São Sebastião em Olinda, o Hospital Municipal, a Academia de Letras, Fórum, bancos e o comércio se expande, tendo como destaque o calçadão da Avenida Mirandela. Os transportes começam a ficar mais organizados e a cidade passa a dispor de mais linhas ligando-a a outras cidades e à capital.

Voltar ao Início

Resumo Histórico (1500-1700)

Imagem
O desenho do interior da Capela se manteve inalterado até os dias de hoje

1568
Brás Cubas recebe em doaçao a sesmaria que inclui Nilópolis, Nova Iguaçu, São João de Meriti e Duque de Caxias.

1570
É localizada na região a tribo dos Jacutingas.

1603
Manoel Gomes e Diogo de Montarroyo recebem sesmaria no sopé do Gericinó.

1621
João Álvares Pereira casa com Isabel, filha de Diogo de Montarroyo, herdando o Engenho São Matheus.

1637
João Álvares Pereira manda erguer a Capela de São Matheus na área da Fazenda de São Matheus.

Voltar ao Início

Resumo Histórico (1701-1900)

Imagem
Um pedaço da parede de 1747 no interior da Capela São Matheus preservada

1700
As terras passam a pertencer a Domingos Machado Homem, cujo filho, o Padre Matheus Machado Homem, fica sendo o Pároco da Capela de São Matheus.

1742
Casa na Capela de São Matheus, Gaga Machado, neta de João Álvares Pereira, com o Capitão Manoel Pereira Sampaio.

1747
A Capela São Matheus sofre a sua primeira restauração e é elevada à Matriz de São João de Meriti.

1768
Falece Domingos Machado Homem e seu filho, o Padre Matheus Machado Homem, herda a Fazenda São Matheus.

1779
O Engenho de São Matheus é o maior produtor de açucar e aguardente da região com 50 escravos, sendo seu proprietário, o alferes Ambrósio de Souza Coutinho

1794
O Monsenhor Pizarro visita a Capela São Matheus, atestando o uso como curada, portanto, pronta para os atos da fé cristã.

1858
29/03 – É inaugurado o tráfego do trem a vapor entre D. Pedro II e Queimados.

1866
A Fazenda São Matheus tem como proprietário o Conde e o Barão de Bonfim.

1896
A Fazenda é arrendada a João Alves Mirandela, para a criação de burros.

1900
22/09 – A Fazenda é vendida pelo Barão de Bonfim a João Alves Mirandela e Lázaro de Almeida por 25 contos de réis.

 

 

Voltar ao Início

 

Resumo Histórico (1901-2008)

Imagem
Busto de Paulo de Frontin

1913
João Alves Mirandela vende a mata da Fazenda São Matheus.

1914
13/06 – Inaugurada pelo Professor Franklin de Carvalho, a primeira escola particular do povoado que tinha o nome de Externato Nilo Peçanha com 19 alunos.
06/09 – O Cel. Júlio de Abreu inaugura a primeira casa de alvenaria construida nas terras e, funda a Cidade com o nome de Parada São Matheus.
É loteada a Fazenda e tem sua planta aprovada pela Prefeitura de Iguaçu.
Tem início a venda dos lotes tendo como um dos principais compradores o Cel. Júlio de Abreu.
É construída a plataforma da Estrada de Ferro para a parada do trem a vapor por Engenheiro Neiva.
É feita a segunda restauração na Capela São Matheus.
São inaugurados o busto de Paulo de Frontin (que foi um benfeitor das terras) e a praça que recebeu seu nome.

1915
A povoação passa a se chamar Engenheiro Neiva.
Começa a circular o bonde puxado a burros, na Avenida Mirandela.
O senador Nilo Peçanha visita a cidade pela primeira vez.
É lançada a moderna revista “Nilópolis” dirigida pelo Cel. Júlio de Abreu e seu filho Gustavo de Abreu. A cidade que já era conhecida por Nilópolis desde 1918, passa a receber o nome oficial de Nilópolis. Começa a circular a primeira linha de ônibus, ligando Nilópolis a Tomazinho.

1916
9/11 – Através do pedido do Deputado Manoel Reis, o povoado, através da Lei nº 1.332, passa a ser o 7º Distrito de Iguaçu.
Forma-se o “Bloco Progresso de Nilópolis”.
A senhorita Ely de Abreu, filha do Coronel Júlio de Abreu é eleita a primeira rainha da beleza.

1920
Proposto pelo beneditino D. Placido Broders, vigário coadjutor da Freguesia de “S. João Baptista de Merity, Diocese de Nietheroy”, é fundada a Igreja Nossa Senhora da Conceição.

1921
01/01 – O nome do local é mudado para Nilópolis, uma homenagem do povo ao Presidente Nilo Peçanha.
O fundador da cidade João Alves Mirandela, então com mais de 80 anos falece.

1930
É fundado o Esporte Clube Nova Cidade.

Imagem
Estação Ferroviária de Olinda

1935
É inaugurada a Estação Ferroviária de Olinda.

1936
Instala-se a primeira agência bancária na cidade, o Banco Lavoura.
Através da emenda do Deputado Lucas de Andrade é aprovada emenda criando o Município de Nilópolis, sendo eleito o primeiro prefeito, João de Moraes Cardoso Júnior e assim também se elege a primeira Câmara Municipal de Vereadores.
É instalada a Comarca, com a criação de vários cartórios e demais serventias.
Inaugurado o Mausoleu dos escravos, na área da Capela de São Matheus, que sofre a sua terceira restauração.

1938
De autoria do escritor e jornalista Ernesto Cardoso, o primeiro livro é editado na nova cidade, contanto a história da vida de Nilópolis desde o seu início até o ano de sua publicação.

1945
É fundado em Olinda, o Ideal Sport Club.

1947
20/06 – É promulgada a Lei estadual nº 67, art. 7º do Ato das Disposições Transitórias que trata da emancipação de Nilópolis.
21/08 – Nilópolis, pela Lei estadual nº 67, art. 7º do Ato das Disposições Transitórias, através da emenda proposta pelo Deputado Lucas de Andrade Figueira, ganha finalmente a sua emancipação politico administrativa.

1948
Um grupo formado por Milton de Oliveira, Edson Vieira Rodrigues, Helles Silva, Walter da Silva, Hamilton Floriano e José Fernandes, resolveu formar um bloco que depois de várias discussões, por sugestão de Dona Eulália de Oliveira, mãe de Hamilton, recebeu o nome de Beija-Flor, nascia então a famosa Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis.

1949
21/01 – Foi fundada pelos clubes de futebol Nova Cidade, Central de Nilópolis, Flamenguinho, Frigorifico, Palmeiras e Oriente, a Liga Nilopolitana de Futebol, tendo como presidente o Sr. Ernesto Pfaltzgraff.
Foi criado o Parque Sara Areal, em Nova Cidade.

1951
01/01 – Nilópolis recebe o primeiro Vigário Franciscano, na pessoa do Frei Ático Francisco Eyung.

1953
08/12 – Na Paróquia Imaculada Conceição de Nilópolis, se iniciou a Congregação das Irmãs Paroquiais de São Francisco.

1957
Luiz Rodrigues Cavalcante Filho, Abel Magalhães Castelo e Waldemir Antonio Pereira fundam a Cavalcanti & Cia.

1959
É Fundado conforme documentos existentes no Cartório do 3º Ofício da Comarca Municipal, publicado no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro, em 1959 com a denominação de Corpo de Bombeiros Voluntários do Estado do Rio de Janeiro (antigo Estado da Guanabara).

1962
A Academia Nilopolitana de Letras é fundada.

1966
26/07 – Através da resolução Municipal nº 1702, foi extinto o Corpo de Bombeiros Voluntários e criado o Corpo de Bombeiros Municipal de Nilópolis.
É construída a sede da Prefeitura de Nilópolis, tendo como prefeito Dr. João Batista da Silva e Presidente da Câmara Municipal o vereador Angelo Júlio Chambarelli.

1967
01/04 – Giuseppe Grosso funda a Expresso São Francisco.

1975
05/06 – Em face da fusão dos Estados da Guanabara e Rio de Janeiro, houve a absorção do então quartel do Corpo de Bombeiros Municipal de Nilópolis pelo Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro, comandado pelo então Capitão BM Valdir Dias Bastos Filho.

1979
É rodado em Nilópolis, o filme “A Criação do Mundo na Tradição Nagô” que contava nas telas o enredo campeão da Beija-Flor no anterior.

1980
A creche Julia Abrão David começou a funcionar em maio de 1980 com 60 menores.

1988
13/05 – É inaugurado o Mausoléu do Escravo, na gestão do prefeito Jorge David, junto à Capela São Matheus.

1989
A Capela São Matheus sofre sua quarta restauração.

1992
É construído o prédio da Câmara Municipal de Nilópolis, tendo como presidente o vereador Adilson Farias da Silva e prefeito Dr. Jorge David.

1995
18/08 – É inaugurada a Escola Municipal de Música Professor Weberty Bernardino Aniceto.

1998
10/08 – O primeiro Conselho Tutelar de Nilópolis é empossado em solenidade no Centro Cultural.
15/08 – A Via Light é inaugurada pelo então Governador Marcello Alencar.
04/10 – Nilópolis tem a estréia das urnas eletrônicas nas eleições para Deputados Estaduais e Federais.
15/12 – O então Secretário Estadual do Trabalho, Marco Maranhão inaugura o Centro de Oportunidades no Centro de Defesa da Cidadania.

Imagem
A Igreja N. S. da Conceição é tombada em 1999 juntamente com outros imóveis

1999
21/08 – É inaugurada pelo prefeito José Carlos Soares da Cunha, a Escola Municipal Professora Edir Ribeiro.
É assinado o Decreto de Tombamento do Prédio da Loja Maçônica União de Iguassú, da Sinagoga Israelita, do Palacete Queiróz Lopes, da Capela de São Matheus, da Igreja Nossa Senhora da Conceição e da Igreja de São Sebastião.

2000
18/02 – A Distribuidora de Fogos Olindense e o Bazar Santana de Olinda, na Rua Getúlio de Moura, explodiram, devastando um quarteirão inteiro.
05/11 – É inaugurada a Escola Municipal de Capoeira Mestre Pastinha.
27/09 – É inaugurada a Escola Municipal de Dança Ana Pavlova.
A Capela de São Matheus é tombada pela Prefeitura.
É inaugurado o Shopping Nilópolis Square.

2001
O filme “O Homem do Ano”, protagonizado por Murilo Benício é rodado na cidade.

2002
24/08 – É Inaugurada a Escola Municipal Vereador Orlando Hungria para receber os alunos da extinta escola José Luiz que funcionava em um centro espírita.

2003
29/09 – Após obras de acréscimo de salas, é reinaugurada a Escola Municipal Vereador Orlando Hungria.

2005
18/08 – É reinaugurada a Escola Municipal de Música, no local onde hoje funciona o Mercado Popular.
É inaugurado o CAPS (Centro de Apoio Psicosocial) e o primeiro Pórtico da Cidade, na divisa com o bairro de Anchieta, no Rio de Janeiro.

2006
19/12 – Através da Lei Ordinária Nº 6177 de 07/12/2006 é criada a Coordenadoria Municipal de Políticas para Mulheres, tendo a sua sede denominada como Casa da Mulher Nilopolitana. Destinada a prestar assistência psicológica e jurídica às mulheres vítimas de violência, o orgão fica na Rua dos Expedicionários, 232, Centro.
18/08 – A Escola Municipal de Dança Ana Pavlova e a Escola Municipal de Música Professor Weberty Bernardino Aniceto tem suas instalações transferidas para o Ciep Stella de Queiróz.

Imagem
Placa comemorativa pela inauguração da Praça do Olaria em 2008

 

 

Voltar ao Início

 

 

História da Estação

Imagem
Estação Ferroviária de Nilópolis em 1940

Primeira linha a ser construída pela E. F. Dom Pedro II, que a partir de 1889 passou a se chamar E. F. Central do Brasil, era a espinha dorsal de todo o seu sistema. O primeiro trecho foi entregue em 1858, da estação Dom Pedro II até Belém (atual Japeri) e daí subiu a serra das Araras, alcançando Barra do Piraí em 1864. Daqui a linha seguiria para Minas Gerais, atingindo Juiz de Fora em 1875. A intenção era atingir o rio São Francisco e dali partir para Belém do Pará.

Depois de passar a leste da futura Belo Horizonte, atingindo Pedro Leopoldo em 1895, os trilhos atingiram Pirapora, às margens do São Francisco, em 1910. A ponte ali construída foi pouco usada: a estação de Independência, aberta em 1922 do outro lado do rio, foi utilizada por pouco tempo. A própria linha do Centro acabou mudando de direção: entre 1914 e 1926, da estação de Corinto foi construído um ramal para Montes Claros que acabou se tornando o final da linha principal, fazendo com que o antigo trecho final se tornasse o ramal de Pirapora.

Em 1948, a linha foi prolongada até Monte Azul, final da linha onde havia a ligação com a V. F. Leste Brasileiro que levava o trem até Salvador. Pela linha do Centro passavam os trens para São Paulo (até 1998) até Barra do Piraí, e para Belo Horizonte (até 1980) até Joaquim Murtinho, estações onde tomavam os respectivos ramais para essas cidades. Antes desta última, porém, havia mudança de bitola, de 1m60 para métrica, na estação de Conselheiro Lafayete.

Na baixada fluminense andam até hoje os trens de subúrbio. Entre Japeri e Barra do Piraí havia o “Barrinha”, até 1996, e finalmente, entre Montes Claros e Monte Azul os trens de passageiros sobreviveram até 1996, restos do antigo trem que ia para a Bahia. Em resumo, a linha inteira ainda existe… para trens cargueiros.

Imagem
Estação Ferroviária de Nilópolis vista pelo Viaduto

A estação de Engenheiro Neiva foi inaugurada em 1914. Logo o seu nome foi alterado para Nilópolis, dado em homenagem ao político fluminense, ex-Presidente da República, Nilo Peçanha. O nome original da estação foi passado para uma outra da EFCB, no ramal de São Paulo, em Guaratinguetá. O prédio antigo e provavelmente original da estação foi mantido embora tenha havido o aumento das plataformas e colocação de modernas passarelas.

 

 Voltar ao Início

 

Bibliografia

As fotos e o conteúdo desta seção foram pesquisadas e extraídas das seguintes fontes:

- Jornal A Voz dos Municípios Fluminenses
- Website ‘Site da Baixada’
- Sec. de Estado de Desenvolvimento da Baixada e da Região Metropolitana
- Baixada Fluminense: A construção de uma história. Gênesis Tôrres, organizador. Rio da Janeiro: INEPAC, 2008